O litoral do Nordeste brasileiro não cabe em um único enquadramento. Entre estuários, manguezais e vilas de pescadores, cada maré alta reescreve caminhos, horários e conversas no cais. O Raiz do Mangue nasceu para registrar essas mudanças com calma e proximidade — fotoreportagem como forma de escuta, não de espetáculo.
Nesta semana, nossas equipes acompanharam comunidades em Pernambuco e Alagoas que convivem diariamente com variações de maré, ventos de leste e a pressão de obras costeiras. As reportagens abaixo mostram como pescadores reorganizam saídas, como catadores de caranguejo estendem rotas em busca de lama úmida e como moradores documentam erosão em praias antes tranquilas.
Acreditamos que notícia costeira precisa de contexto local: nomes de ruas, horários de maré, cheiros de fumaça de defumado. Por isso, cada texto traz datas de publicação e de atualização, créditos de imagem e relatos em primeira pessoa sempre que possível. Não publicamos conteúdo patrocinado nem comparações comerciais — apenas o que vimos e ouvimos na beira da água.
O litoral entre Maceió e Recife concentra boa parte das nossas pautas neste semestre. São trechos onde a pesca artesanal divide espaço com terminais portuários, onde manguezais ainda funcionam como corredor de vida e onde temporais de junho deixam marcas visíveis na areia. Nosso compromisso é permanecer no mesmo lugar o tempo necessário para entender o ritmo local — não chegar com helicóptero editorial e sair antes da maré baixar.
As categorias Costa, Manguezal, Comunidade e Clima organizam o site, mas as histórias raramente cabem em uma só etiqueta. Uma matéria sobre spring tide em Itapissuma é, ao mesmo tempo, história de trabalho, memória de canal e alerta sobre mudanças no nível do mar. Uma reportagem no manguezal de Suape fala de biodiversidade, mas também de renda familiar e de resistência silenciosa diante de aterros antigos.
Convidamos você a ler com atenção às datas — publicamos no formato "12 de junho de 2026" e indicamos "atualizado em" quando retornamos ao local ou incorporamos novas declarações. Se algo estiver impreciso, escreva para [email protected]. A costa muda rápido; nossa obrigação é acompanhar com honestidade.
Esta edição de junho inaugura uma sequência de reportagens sobre marés de sizígia e seus efeitos na vida cotidiana. Nos próximos dias, publicaremos novas imagens do arquivo de Roberto Alves e depoimentos de redeiras de Itapissuma. O mangue segue — e nós também.